Arquivo da Categoria “Filosofia de boteco”
 Para estrear aqui no Papos, nada melhor do que um post aleatório sobre algo que me fez refletir brevemente sobre a sorte que a gente tem na vida.
A coisa toda é que tem gente que está sempre querendo controlar a sorte. Se todo mundo vivesse à Deus dará, existiria 50% de chance das coisas darem errado; mas por causa dos malditos controladores, parece que essa porcentagem sobe para no mínimo 75%.
Agora pensando em termos práticos. Estava eu desfilando com meu carrinho de compras no supermercado quando lembrei da minha falta de ovos em casa - infelizmente não possuo galinhas em minha residência; as que me aparecem na vida geralmente não botam ovos e se botassem, me venderiam com inflação (whatever). Me dirigi ao corredor onde eles se encontram geralmente e dei de cara com uma maldita universitária, parada na frente dos ovos, tapando todos os preços. Fiquei ali por um minutinho, dei uma volta, peguei o queijo, o leite. Olhei o preço da abobrinha, italiana ou brasileira, italiana é mais barata, pesei a abobrinha. Ela ainda estava lá. Parei meio metro de distância para observar que raios ela estava fazendo. A cidadã estava simplesmente trocando TODOS os ovos de caixa; escolhendo mesmo, como se fosse cebola. A primeira coisa que me veio à cabeça foi que eu não sei escolher ovos. A segunda foi que, não sabendo escolher ovos, a probabilidade de que EU comprasse um ovo estragado estava aumentada, já que ela estava remexendo todas as caixas há pelo menos vinte minutos. Me aborreci tanto que fiquei do lado dela, esperando. A moça se sentiu incomodada e saiu de perto, enquanto eu pegava uma caixa bem lá do fundo, na esperança de que ela estivesse intacta.
 O ovo estragado bóia. Será que ela tinha um copinho e eu não vi?
Fiquei pensando nesse absurdo pelo resto das compras. Vejam, se todo mundo fizer isso, vai chegar uma hora que só terão ovos ruins na prateleira e o último consumidor vai se ferrar, porque, mesmo que saiba escolher, não terá opções. Se pensarmos, é essa a lógica que o capitalismo atual quer nos impor, e eu detesto isso. Principalmente porque eu não sei escolher ovos (nem nada). Ninguém ensina a escolher ovos como ensina a escolher cebolas, é uma informação não compartilhada, não é justo, estamos saindo de pontos de partida diferentes e essa maldita estava na minha frente. Tudo errado.
Resultado. Dois ovos estragados e um grudado na minha caixa. No mínimo eu teria um e a maldita outro, e aí a coisa seria certa, ou pelo menos balanceada; custava essa infame pensar coletivamente??
Essa vida é muito injusta mesmo.
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 O copo está meio cheio, ou meio vazio? Tudo depende do ponto de vista de quem bebe. Tenho uma amiga que sempre acha que o copo está meio vazio, mas não porque seja pessimista, e sim porque bebe mais que uma porca velha.

Eu sou um tanto indefinido quanto a isso. Sabe quando depende da fase? Na fase atual estou vendo o copo meio cheio, mas nunca se sabe. Pro copo virar não precisa de muito. Ainda mais com esse povo tão comunicativo, gesticulando freneticamente.
Um conhecido meu de Viracopos pegou o carro e viajou pra Volta Redonda. Quando chegou lá, não é que o infeliz encheu a cara? Em seguida pegou a direção e deu uma volta, só que sem volta. Agora ele tem uma auréola acima da cabeça. Ou teria, se ele fosse um desenho animado.
Em meio a reflexões, cheguei a um pensamento final a respeito de tudo isso. Tanto faz se o copo está meio cheio, ou meio vazio, contanto que haja um copo, haja bebida, e haja amigos.
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 Não é todo dia que um poodle atravessa nosso caminho, não é mesmo? Um amigo me contou essa história, e como ele não costuma mentir, não vou duvidar. Enfim, o amigo se deparou com a missão de resgatar o cachorro, para evitar que este fosse atropelado na rua. O bacana é que ao ver que estava sendo perseguido, o peludinho pulou no córrego. Já vi muita coisa na vida, mas cachorro com tendências suicidas, nunca. Suicídio é até compreensível, pois ele pode ter sido submetido à tortura, como ouvir toda a discografia da banda Calypso.
Conheci esses dias um site que faz adivinhações. Você pensa em uma pessoa, o gênio do site fica fazendo perguntas (no máximo 20) e então descobre em quem você pensou. Testei de tudo, celebridades internacionais, pessoas famosas aqui do Brasil e outras nem tão famosas, e ele descobriu. Eu como programador fiquei alucinado! Caso queira brincar também, acesse http://en.akinator.com (as perguntas são em inglês).
Incrível como o mundo fica mais complicado quando envelhecemos. É a ordem natural das coisas né? O que antes era uma grande preocupação, hoje não passa de pequeno conflito de infância, e o inverso é bem mais verdade. Tive a certeza disso essa semana, quando conversei com pequenas adolescentes, e elas me falaram do quanto querem logo ter minha idade, pois não aguentam mais a vida que têm. Já eu gostaria de ter a idade delas. A conclusão é que a gente nunca está contente. Nunca mesmo.
O amor. Isso sim é um tema amplamente discutido não? Por quem sente, quem acha que sente ou já sentiu por alguém, ou por alguma coisa. Com todos os avanços científicos e tecnológicos, e geração contínua de conhecimento, não se tem uma definição exata do que é esse sentimento, sequer alguma classificação ou como diferenciá-lo de outras emoções humanas supostamente menos louváveis. Visitando os inúmeros botecos de sua cidade, poderá comprovar, assim como eu, que o amor tem um viés negativo bem evidente e que se manifesta a maior parte do tempo. E por melhor que possa parecer às vezes, o amor não dura pra sempre. Então por que diabos as pessoas insistem? Deixando a Bioquímica de lado, eu diria que o motivo é sermos incompletos. O que é bem irônico, pois o amor nos torna completos idiotas. Mas vez ou outra, idiotas completos. A vida é feita de fases, há tempos de ser doce, há tempos de ser um tanto amargo. Nada de errado nisso.
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Publicado por Rapha e arquivado em Filosofia de boteco
 Seja mais pessimista. Esta foi a frase martelando em minha cabeça essa semana, depois de assistir um seminário no meu trabalho. Palavras de Sêneca, um grande escritor e intelectual do Império Romano.
Sêneca dizia que a raiva é um problema filosófico, e como tal, precisaria ser tratada com argumentos filosóficos. Quando sentimos raiva, geralmente é por alguma frustração, algo que não saiu como esperávamos. Desta forma, é como se ficássemos surpresos quando algo dá errado. Com a surpresa vem a frustração, e com ela, a raiva.

Os seres humanos são muito otimistas, a essa conclusão o filósofo chegou. Realmente acreditamos que tudo vai dar certo, que teremos o que quisermos e como quisermos. Mas a vida não é nem justa, nem previsível. Estes pensamentos me fizeram refletir, e perceber o quanto meu otimismo é negativo, quando deveria ser o contrário.
Creio que ser pessimista com relação ao mundo não é ter uma vida amarga, pois como diria o pensador, estar preparado psicologicamente para as adversidades pode evitar que sejamos tomados pela raiva. A raiva por si só é prejudicial, e pode levar qualquer um a cometer atos impensados, agressivos.
Com estas palavras, Sêneca queria nos mostrar que a maioria das adversidades com que temos que lidar no cotidiano não são passíveis de controle, não podemos nem devemos nos frustrar com coisas que estão fora de nosso alcance. Segundo ele, a vida seria uma carroça e cada indivíduo um cão amarrado a ela. Para onde a vida vai, o indivíduo precisa ir, mesmo que seja para um destino indesejado. Porque quer queira ou não, ele chegará ao destino, mas se lutar, espernear, certamente chegará lá enforcado.
Quanto ao pessimismo, penso que tem seus benefícios claros. Veja bem, o que seria dos otimistas se não fossem os pessimistas? Não teríamos tecnologia para tentar prever desastres, nem sistemas de segurança, e o que dizer do capacete?
Mesmo o mais otimista dos seres humanos não correria descalço por um terreno baldio em sã consciencia.
Sejamos um pouco mais pessimistas. Não é tão difícil.
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Publicado por Rapha e arquivado em Filosofia de boteco
 Mas não é nenhuma caixinha bem trabalhada, com enfeites diversos. Tem seu lado rústico, mas a beleza está exatamente aí. E como era de se esperar, as surpresas são boas e ruins. Não é uma caixinha de surpresas selecionadas, como aquela de frutas que você compra no mercadinho. Até porque a vida não se compra. Às vezes se vende, mas a vida é de quem tem, e quem tem dá pra quem quiser. Quem tem vida tem medo, e fome, e solidão.
Este boteco está aberto novamente, procure sua mesa, sua turma. De cá continuo gerenciando a bodega, verbalizando pensamentos com bafo de cachaça, na pura cultura de papo de boteco. Passemos pela vida sem perder a oportunidade de filosofar sobre ela. Ou perca a oportunidade, de certo quem passa é a vida; ela te passa pra trás. Se fica é porque é vivo. Se ficou, foi.
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 De todas as verdades do mundo, não há nenhuma mais verdadeira que a verdade interior de cada um de nós. Devo ter lido isso na porta de algum banheiro público. Não seria o cocô a verdade a que se refere a frase?
É incrível como as pessoas estão condicionadas a não ver certas coisas com ar de surpresa ou preocupação. Percebi neste fim de semana, enquanto assistia um jogo de futebol na TV. O juiz ao sair de campo é escoltado por vários policiais, munidos de cassetetes (do francês casse-tête, em tradução livre “quebra-cabeça”) e escudo. Como pode? As pessoas se matam em nome de um jogo em que se corre atrás de uma bola? Tão idiota quanto matar uma árvore para fabricar papel higiênico. Olha aí, tudo termina em cocô mesmo. Ler o restante »
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 Não, este não é um artigo sobre funk. Este é, como eu gostaria de chamar, um bate-papo filosófico em que eu falo, e você escuta; ou adequando à situação, eu escrevo e você lê.
Todos já devem ter ouvido essa “música”, ou mesmo visto o clipe feito pelo pessoal do Kibe Loco. Em conversas com amigos, percebi a importância do termo “cada um no seu quadrado” na vida contemporânea. Reflita comigo. Um colega chega para você, desabafa sobre um problema e pede sua ajuda para intermediar a reconciliação entre ele e a namorada. Você responde: “Cada um no seu quadrado”.

É o retrato atual do individualismo, a verdade nua e crua em letra de funk. Será que as pessoas não perceberam isso ainda?
Com os avanços tecnológicos, as pessoas passam cada vez menos tempo com outras pessoas. A vida urbana e as tendências da sociedade capitalista permitem que fiquemos isolados dentro de nossas casas, na frente de uma TV ou um computador. É cada um no seu quadrado, olhando para o próprio umbigo.
Para finalizar, eu diria que isso tudo é um egocentrismo com giratória!
Obs.: a imagem é ridiculamente religiosa, mas achei engraçada.
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Publicado por Rapha e arquivado em Filosofia de boteco
 Foram as coisas feitas para acabar?
Estive refletindo, e muitos exemplos vieram à mente. Já nascemos fadados a definhar até a morte, quando não morremos antes por outras causas que não a velhice. O dia nasce e morre, num ciclo perfeito. Mesmo o sol um dia vai parar de brilhar, a vida nesse planeta se extinguirá. O que existe e dura? O que existe e não deixa de existir? Segundo muitas religiões, a vida mundana é apenas passageira, assim como tudo no mundo, com exceção do motorista e do cobrador. Como diria um amigo, tudo na vida passa, até uva passa, até ferro passa.
Descartando a espiritualidade, não me sobra muito campo de estudo. A ciência trata de assuntos como esse com a frieza dos fatos, a objetividade que não permite filosofias.
Não sou o primeiro nem o último a propor estas questões. Não há nada novo em minhas palavras.
Bom pessoal, estou escrevendo esse artigo para justificar minha ausência do blog nas próximas semanas. Como cantaria Axl Rose no vídeo que postei anteriormente, “everybody needs sometime on their own”. Mas prometo voltar, certamente melhor disposto!
Abraços…e aproveitem para ler os artigos anteriores!
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Publicado por Rapha e arquivado em Filosofia de boteco
 E se o que damos por certo seja na verdade uma idéia, uma criação? E se nossas idéias forem lembranças do que já não damos por certo? E se o que existe aqui não existir lá, e se lá nada existir? Lembram da Lei de Murphy, e aquele exemplo do pão com a parte que tem manteiga? Essa parte com manteiga sempre cai virada pro chão. Portanto, é lógico pensar que se você passar manteiga dos dois lados do pão, ele vai ficar flutuando, certo?
Questões muito profundas para um sábado de manhã não é? Mas esses pensamentos surgem em minha mente a qualquer hora. Só não fico falando o tempo todo para que as pessoas achem que sou normal. É importante enganar a todos, sempre prezando por uma vida saudável em sociedade. A sociedade é linda, e eu minto, assim como você, pinóquio.
Nas últimas semanas estive numa fase temporária (alguns chamam de esquizofrenia), em que olho para minha inf?ncia com carinho e busco teorias que expliquem o que sou hoje. Não que não goste do homem que me tornei, longe disso. Mas queria entender quanto do ambiente definiu minha personalidade, quanto da genética contribuiu para isso. E em que parte de minha inf?ncia meu cabelo ficou tão engraçado.
Questões que não querem calar: por que sou magro, e por que não engordo? Por que sinto enjôo depois de comer? Por que eu não consigo comer bem pela manhã? Por que rock é tão gostoso e carne seca é tão ruim? Tudo bem que eu comeria carne seca num jantar com a Cláudia Leite, do Babado Novo.
Por fim, não há conclusão para esse artigo. Eu terminaria com uma boa metáfora, mas o Lula usa todas as boas, fico sem muitas opções. Portanto, até a próxima pessoal!
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Publicado por Rapha e arquivado em Filosofia de boteco
 Quem é vivo, sempre escreve. Vim relatar meus dias, minhas vivências. E foram suficientemente interessantes, pelo menos para mim.
Desde quarta-feira à noite estou tendo a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a vida do interior paulista, mais sobre din?micas familiares, e algo muito válido nisso tudo: estou tendo contato com gerações diversas, cada uma com suas experiências, suas histórias.
Aprendi algo sobre plantas, principalmente lindezas chamadas orquídeas. Fiquei sabendo um pouco sobre verdades d
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a História do Brasil, jogos eletrônicos, desenhos japoneses e também sobre a realidade da educação. Como se não bastasse, estou experimentando uma diversidade interessantíssima da culinária regional (e por que não dizer mundial?).
É curioso se sentir à vontade em um ambiente desconhecido assim, tão repentinamente. São pequenos gestos que valem tanto, que implicam em consideração e principalmente respeito mútuo.
Isso me faz pensar no amor. Chego à conclusão que o amor é mais que sacrifício, mais que a relação homem e mulher, pai e filho. Amor não é uma camiseta que a gente veste, não são palavras que a gente repete, nem tempo e dinheiro que a gente investe. É algo mais simples que isso. Mais puro, sem laços e enfeites, sem maquiagem.
Amor são ações, atitudes, gestos. Está na sincera preocupação com outra pessoa, no gesto de oferecer abrigo, proteção, aconchego. É todo um cotidiano, sendo o amor a constante nos altos e baixos do dia, estando ali presente, sem que a gente perceba.
Poucos tem a oportunidade de feitos grandiosos, e muitos invejam estes poucos, almejam estar um dia nessa posição. Mas o que a maioria não percebe é que estes poucos podem ter seus nomes eternizados na história, mas quantos terão nomes escritos em corações? Fatos são frios, gelados e sem vida. Quem dá vida aos fatos são as pessoas, com paixão, ardor.
Termino o post filosófico-de-boteco informando que a partir de hoje sou um agente. Minha missão é, como sempre foi (porém agora com mais paixão), escrever meu nome no coração do máximo de pessoas que eu encontrar, com pequenos gestos, pequenos sacrifícios. Não importa o tempo que levar, mas meus objetivos serão concluídos com sucesso. Deixo escrito, como uma promessa.
Até a próxima pessoal!
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