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E não é que chegou o dia da mentira? O que acho um tanto irrelevante, como se nos outros dias as pessoas não cansassem de mentir, certo? Mas eu gosto de primeiro de abril, pelo simples fato de que as mentiras parecem mais divertidas esse dia, e pessoas sádicas podem fazer uso dessa data especial para prazerosamente curtir com a cara dos outros.

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Há exemplos bem grosseiros do que se fazer neste dia. Tenho uma amiga que chegou na mãe, logo pela manhã, com cara de choro e anunciou que estava grávida. A mãe entrou em desespero, não podia acreditar que a filha dela tinha aprontado uma daquelas, e acreditem, a sádica da minha amiga manteve a mentira por mais algumas horas, até revelar que era uma brincadeira. Numa dessas ela acorda com a boca cheia de formigas, e podemos culpar a mãe? Não! :)

Eu prefiro as brincadeiras menos agressivas, mas fico chateado porque as pessoas estão ficando cada vez mais espertas com essa data. Por exemplo, todos estão duvidando que meu aniversário é hoje. Tudo bem que não é, mas meu orkut diz que é. Custava acreditar? E que mal tem alguém fazer aniversário duas vezes ao ano, ninguém me dá presentes mesmo!

Ainda estou elaborando alguma coisa pra hoje, não tive nenhuma ideia interessante, mas se tiver, publico aqui depois. E é isso pessoal, tenham um ótimo dia da mentira, o dia em que as mentiras são aceitas. E nos outros dias, o que acontece mesmo? ;)

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Semana passada estava em meio a uma tarefa comum no computador, enviando um documento para imprimir, e eis que o Windows me surge com um aviso de que havia um conflito entre as configurações do documento e os da impressora, e fez uma pergunta: “Resolver conflitos automaticamente?”.

Fiquei pensando na maravilha que seria se em toda a vida existisse a opção de resolver conflitos automaticamente. Problemas em casa? Você aprontou uma com seu irmão e agora está com medo de dormir e acordar no outro dia sem o pescoço? Basta clicar e resolver o conflito! Clicou, resolveu, agora é só correr pro abraço!

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E aquele tal conflito entre Israel e Palestina? Ops, resolvido. Falemos de futebol, ou mulher, ou cerveja. Ah, que seja, falemos de tudo isso.

Para terminar, só imagino um problema nisso tudo: Windows resolvendo conflitos? É aquele velho papo…se uma coisa pode dar errado…

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Pessoal, ando meio sumido não? Mas o motivo é razoável: eu tenho um ofício, que me cansa de verdade. E isso é ótimo. Lá onde trabalho eu e dois amigos estamos desenvolvendo softwares educacionais, principalmente jogos. Cheguei ao sacrilégio de não ir a um Beatles cover para ficar trabalhando em casa à noite. Ainda bem que esse mês tem Beatles One no Teatro aqui de São Carlos. E eu vou, a menos que o acaso (ou algo bem interessante) me impeça!

Esse fim de semana estive em Araraquara, uma cidade bacana (que eu já conhecia de outros carnavais, festinhas e bebedeiras). Fica mais perto do que eu imaginava (de ônibus sempre dormia indo para lá), a estrada é menos perigosa do que me disseram, e chuva de moto a 100 km/h não é o inferno em chamas, como eu sempre acreditei. Fiquei tão satisfeito com o Google Maps, sem ele eu não teria conseguido ir aonde eu queria.

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Laranja suicida. Para quem não sabe, Araraquara é conhecida como a cidade que cheira a laranja!

Voltando de Araraquara, no fim de tarde de domingo, não tive como não perceber o motivo de tantos acidentes de trânsito nas estradas. Filas de carros acima da velocidade máxima permitida, desrespeitando a distância de segurança do veículo à frente. Agora me respondam, com que objetivo toda a pressa? Não perder o começo do Fantástico? (Que de Fantástico não tem nada). Isso sem contar os camaradas que vieram mamados daquele churrasco na casa do cunhado. Já eu tenho um amigo que não precisa de álcool pra chapar, ele fica chapado com o oxigênio do ar (foi a conclusão mais razoável a que chegamos). Adivinha onde ele mora? Em Ibaté, no meio do caminho entre São Carlos e Araraquara. Da próxima vez que eu for a Araraquara paro por lá, tem bastante oxigênio no meio do nada.

É divertido estar fora de São Carlos, mesmo que por pouco mais de um dia. Sempre há as boas companhias, e histórias inacreditáveis para compartilhar com os amigos (ou esconder). Vou continuar explorando o estado de São Paulo, a próxima parada é Campinas, mas só porque meu irmão agora trabalha lá. Eu particularmente não me sinto à vontade numa cidade repleta de São-paulinos assumidos!

Para terminar, gostaria de anunciar a nova integrante do Papos de Boteco. A primeira garota no blog! Teremos discussões de gênero? No mínimo visões controversas sobre diversos assuntos. Seja muito bem-vinda Mai!

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De dose em dose, o dono do bar enche o bolso.

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Dando continuidade à escalada social que vem sendo minha vida, estive no litoral paulista no Carnaval. Foi interessante, conheci gente bacana, fiz um castelo de areia, pulei sete ondinhas. Sei que não era época pra pular onda, mas é divertido assim mesmo.

Numa viagem de ônibus da praia de Boracéia a Bertioga presenciei o drama de uma turista pé-no-saco. Uma senhora entrou no ônibus com uma criança de colo, e os assentos estavam todos ocupados. Tudo bem, esperasse alguns segundos, uma boa alma iria ceder um lugar, é assim em todo canto, pelo menos até onde sei. Mas não, esta senhora em particular não era do tipo paciente, era mais do tipo “quero isso, quero agora e vocês são todos uns idiotas”. Ela praguejou a viagem inteira, até que uns 15 minutos depois alguém deu o braço a torcer e cedeu o assento. Nisso essa senhora disse o quê? “Ah querida, não precisava”. É mole? Está aí uma prova de que em muitas situações atitudes agressivas não dão bons resultados. A tal senhora conseguiu o que queria, mas não duvido que ela tenha torcido o tornozelo no dia seguinte. Tenho medo dessa história de karma.

Dentre as pessoas que conheci, pude notar certas singularidades de cada idade. Quem é mais velho e parece mais jovem, quem é mais jovem e parece mais velho. No aspecto de maturidade, claro. Vislumbrei de perto o terror que são relações interpessoais entre indivíduos tão diferentes, com histórias de vida diversas. É absurdo o quanto estas relações são delicadas, instáveis. Será que é por isso que as pessoas bebem? Para se sentirem anestesiadas, ou na pior das hipóteses, culpar no dia seguinte a bebida por qualquer atitude incorreta?

O balanço do Carnaval foi bacana. Não peguei uma cor, não peguei ninguém, mas pelo menos não peguei nada. Já pensou que triste voltar com uma gripe daquelas? Ou uma infecção grave, qualquer coisa fatal. Quem iria continuar escrevendo aqui?

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O copo está meio cheio, ou meio vazio? Tudo depende do ponto de vista de quem bebe. Tenho uma amiga que sempre acha que o copo está meio vazio, mas não porque seja pessimista, e sim porque bebe mais que uma porca velha.

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Eu sou um tanto indefinido quanto a isso. Sabe quando depende da fase? Na fase atual estou vendo o copo meio cheio, mas nunca se sabe. Pro copo virar não precisa de muito. Ainda mais com esse povo tão comunicativo, gesticulando freneticamente.

Um conhecido meu de Viracopos pegou o carro e viajou pra Volta Redonda. Quando chegou lá, não é que o infeliz encheu a cara? Em seguida pegou a direção e deu uma volta, só que sem volta. Agora ele tem uma auréola acima da cabeça. Ou teria, se ele fosse um desenho animado.

Em meio a reflexões, cheguei a um pensamento final a respeito de tudo isso. Tanto faz se o copo está meio cheio, ou meio vazio, contanto que haja um copo, haja bebida, e haja amigos.

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Antes Sol do que malte acompanhado.

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Embora pareça o lema de um alcóolatra em recuperação, ou um ex-presidiário, quero falar sobre coisas positivas dessa vez. Pelo menos vou tentar, pois é incrível como o fim de um ano e o começo de outro podem provocar certa melancolia em todos nós. Tudo bem que a maioria das pessoas ainda está embriagada pelo suposto calor do momento familiar e outros não assumem esse tipo de sentimento, mas é a pura verdade.

Nós não somos presidiários (duvido que um presidiário que porventura tenha acesso à internet vá gastar seu tempo lendo isto, sendo que pode se ocupar encomendando crimes). Ainda assim, somos presos. Presos a ciclos, o tempo todo. Todo dia o dia começa, e termina no mesmo dia. Começa semana, termina semana, mês, e por fim um ano. E quando acaba, voltamos ao começo. É como caminhar 365 km e ser teletransportado para o marco zero da estrada. E assim continuamos, até morrer. Eu gostaria de apelidar isso de prisão temporal. Que nome lindo.

Até aí tudo bem, o problema é que a maioria das pessoas não raciocina direito. Reparou a quantidade de campanhas, doações de alimentos, atos de caridade em geral durante o Natal? O resto do ano é normal, como se as pessoas só tivessem fome, precisassem de roupas e brinquedos uma vez por ano. Podem me chamar de amargo, mas Natal me enjoa, talvez porque o tal espírito de Natal não faça nenhum sentido pra mim. Acho que o espírito de Natal é um conglomerado comercial clamando pelo consumismo. Se for para fazer bem a alguém, faça durante todo o ano, a exemplo de tantas pessoas de bom coração.

aviaopapainoel

Mas esqueçamos todo esse papo sério no boteco. Um feliz novo ciclo para todos, que esse 2009 tenha tantos dias quanto 2008, e que valha a pena todo seu esforço. Se nada der certo, você terá um novo ciclo em 2010, não se desespere!

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Não é todo dia que um poodle atravessa nosso caminho, não é mesmo? Um amigo me contou essa história, e como ele não costuma mentir, não vou duvidar. Enfim, o amigo se deparou com a missão de resgatar o cachorro, para evitar que este fosse atropelado na rua. O bacana é que ao ver que estava sendo perseguido, o peludinho pulou no córrego. Já vi muita coisa na vida, mas cachorro com tendências suicidas, nunca. Suicídio é até compreensível, pois ele pode ter sido submetido à tortura, como ouvir toda a discografia da banda Calypso.

Conheci esses dias um site que faz adivinhações. Você pensa em uma pessoa, o gênio do site fica fazendo perguntas (no máximo 20) e então descobre em quem você pensou. Testei de tudo, celebridades internacionais, pessoas famosas aqui do Brasil e outras nem tão famosas, e ele descobriu. Eu como programador fiquei alucinado! Caso queira brincar também, acesse http://en.akinator.com (as perguntas são em inglês).

Incrível como o mundo fica mais complicado quando envelhecemos. É a ordem natural das coisas né? O que antes era uma grande preocupação, hoje não passa de pequeno conflito de infância, e o inverso é bem mais verdade. Tive a certeza disso essa semana, quando conversei com pequenas adolescentes, e elas me falaram do quanto querem logo ter minha idade, pois não aguentam mais a vida que têm. Já eu gostaria de ter a idade delas. A conclusão é que a gente nunca está contente. Nunca mesmo.

O amor. Isso sim é um tema amplamente discutido não? Por quem sente, quem acha que sente ou já sentiu por alguém, ou por alguma coisa. Com todos os avanços científicos e tecnológicos, e geração contínua de conhecimento, não se tem uma definição exata do que é esse sentimento, sequer alguma classificação ou como diferenciá-lo de outras emoções humanas supostamente menos louváveis. Visitando os inúmeros botecos de sua cidade, poderá comprovar, assim como eu, que o amor tem um viés negativo bem evidente e que se manifesta a maior parte do tempo. E por melhor que possa parecer às vezes, o amor não dura pra sempre. Então por que diabos as pessoas insistem? Deixando a Bioquímica de lado, eu diria que o motivo é sermos incompletos. O que é bem irônico, pois o amor nos torna completos idiotas. Mas vez ou outra, idiotas completos. A vida é feita de fases, há tempos de ser doce, há tempos de ser um tanto amargo. Nada de errado nisso.

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Seja mais pessimista. Esta foi a frase martelando em minha cabeça essa semana, depois de assistir um seminário no meu trabalho. Palavras de Sêneca, um grande escritor e intelectual do Império Romano.

Sêneca dizia que a raiva é um problema filosófico, e como tal, precisaria ser tratada com argumentos filosóficos. Quando sentimos raiva, geralmente é por alguma frustração, algo que não saiu como esperávamos. Desta forma, é como se ficássemos surpresos quando algo dá errado. Com a surpresa vem a frustração, e com ela, a raiva.

Os seres humanos são muito otimistas, a essa conclusão o filósofo chegou. Realmente acreditamos que tudo vai dar certo, que teremos o que quisermos e como quisermos. Mas a vida não é nem justa, nem previsível. Estes pensamentos me fizeram refletir, e perceber o quanto meu otimismo é negativo, quando deveria ser o contrário.

Creio que ser pessimista com relação ao mundo não é ter uma vida amarga, pois como diria o pensador, estar preparado psicologicamente para as adversidades pode evitar que sejamos tomados pela raiva. A raiva por si só é prejudicial, e pode levar qualquer um a cometer atos impensados, agressivos.

Com estas palavras, Sêneca queria nos mostrar que a maioria das adversidades com que temos que lidar no cotidiano não são passíveis de controle, não podemos nem devemos nos frustrar com coisas que estão fora de nosso alcance. Segundo ele, a vida seria uma carroça e cada indivíduo um cão amarrado a ela. Para onde a vida vai, o indivíduo precisa ir, mesmo que seja para um destino indesejado. Porque quer queira ou não, ele chegará ao destino, mas se lutar, espernear, certamente chegará lá enforcado.

Quanto ao pessimismo, penso que tem seus benefícios claros. Veja bem, o que seria dos otimistas se não fossem os pessimistas? Não teríamos tecnologia para tentar prever desastres, nem sistemas de segurança, e o que dizer do capacete?

Mesmo o mais otimista dos seres humanos não correria descalço por um terreno baldio em sã consciencia.

Sejamos um pouco mais pessimistas. Não é tão difícil.

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