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Como tem gente cara-de-pau nesse mundo, não é gente? Quer exemplo melhor do que um cambista? O infeliz compra vários ingressos para um evento e vende depois por valores bem maiores. Não sei quanto a vocês, mas quando fico sem ingresso e vejo um cambista vendendo o bendito pelo dobro do preço, tenho vontade de bater nele com um gato morto, até ele miar. O gato, não o cambista.

Tudo bem que é uma maneira rápida e fácil de ganhar dinheiro, assim como ocupar um cargo político, mas cadê os escrúpulos? A prostituição ainda é uma profissão mais digna, pois é justa, e o cliente se dá bem. No cambismo, ao contrário da prostituição, quem leva o ferro é o cliente (exceto quando o cliente é o Ronaldo Fenômeno, que gerencia várias bolas em campo).

Esse lance de oferta e procura me faz refletir. A coisa está ficando cada vez mais moderna, pois quem procura acha, e se não acha, pode encomendar por delivery. Se não chegar em 25 minutos, você não paga. Não paga, mas pega. E se pega, não procura. Se não procura, vem a oferta. E garanto: é tentadora.

Mas a tentação é assunto de um artigo inteiro.

E não é que eu demorei muito para voltar ao Papos? Acontece, acontece.

2 comentários para “A oferta e a procura”
  1. Po demoro mesmo mas voltou bem artigo muito interessante

    abraços primo!

  2. Obrigado pela força primo! Aguarde novidades :)
    Abraços!

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