Arquivo de março 2008

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Pessoal, a combinação entre frio, moto, má-alimentação e noites não dormidas resultam em quê? No mínimo uma garganta inflamada, é claro. Mas sobreviverei, embora acordar doente de manhã para ir ao trabalho numa segunda-feira seja uma batalha de vida e morte.

Benditos sejam o paracetamol e esse tal de nimesulida, hoje estão sendo meus melhores amigos.

Tratando de outros assuntos, percebi há muito tempo que informática existe para dar problemas. Estou quebrando a cabeça para fazer uma galeria de imagens na web funcionar decentemente, mas parece que os arquivos estão possuídos pois não consigo nem deletá-los as vezes. Nem Deus (google {google knows everything}) me ajuda nessa.

Assisti um filme muito interessante ontem, o título é Antes de Partir (a imagem abaixo é do filme). Se possível, assista num cinema de verdade (não o de São Carlos, obviamente). É profundo, engraçado, dá pra assimilar alguma coisa do bem. Não vou contar o final, mas os dois principais personagens morrem.

Estou em casa nesse momento, acabei de chegar do trabalho, e farei o que não faço há meses: vou comer carne vermelha. Não sei se é influência das minhas amigas vegetarianas, ou se é apenas falta de vontade, mas não como um bife há um tempão, e nem estou com saudades. Mas um franguinho eu nunca recusei. Vamos ver se melhoro minha dieta.

Quero engordar, quem tiver dicas, deixe nos comentários. Se eu tiver que puxar ferro, que seja. Só não tomo bomba porque afetaria minha vida social. Ai, essa foi suja e péssima.

Até o próximo! =P

update de última hora: minha mãe comentou “ai filho…será que você não tá com dengue?” …mãe é tudo igual.

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Eu sempre quis razão em minha vida, mas então encontro algodão-doce, e enquanto tento me manter acordado, percebo que a TV nem está mais ligada.

Cruzei o caminho com um bêbado noite passada, e para evitar longas conversas, apenas dei dinheiro. Funcionou.

Sonhei com meu trabalho, e fiquei feliz ao acordar, porque no sonho eu levava a bronca do século. Fico feliz em saber que ainda não aconteceu.

Eu queria ter uma banda de rock. Eu seria o vocalista, e tocaria violão e guitarra. Mas não sei fazer nada disso.

Acho que meus cachorros não gostam de mim, pois só me procuram quando tenho comida nas mãos.

Se a meia 3/4 tem aquele tamanho, como devemos chamar as meias comuns?

Eu queria ter ido a um show dos Beatles. Mas então eu seria um velho hoje, e não faria as coisas que gosto de fazer, como jogar sinuca e correr atrás de palhaços de circo com uma tesoura de jardineiro na mão.

Quando eu era pequeno, fui apaixonado por uma tia minha. O engraçado é que eu tinha ciúmes do meu tio, e queria que ele morresse. Descobri que eu tinha uma fazendinha de ódio desde cedo. E também que precisava de acompanhamento médico, eu acho.

Jogava futebol na minha quarta série, e como todo bom jogador, me colocaram no gol. Eu era um bom goleiro para minha idade, chegamos à final de um campeonato, só não ganhamos. Olhando pro passado, vi que foi meu último contato direto com esportes. Na verdade, eu minto, na quarta série ainda joguei num campeonato de queimada. Fomos campeões. Acho que foi por causa da minha fazendinha de ódio, me motivou bastante nos jogos.

Meu primeiro porre com álcool foi com 8 anos de idade, tomei uma garrafa de vinho sozinho. E sim, a culpa é do meu pai, que não estava por perto. Na verdade, ele nunca esteve. Cretino.

Uma vez brinquei com boomerang. Fiquei deprimido porque ele nunca voltou.

Adoro palavras cruzadas, mas depois que termino, sinto um vazio. Veja bem, e aí?

Um dia um carinha do Rio de Janeiro me disse que é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Eu levei ele a sério. Até demais.

Eu não sou palhaço, e se você acha que sou palhaço, posso dizer que não nasci assim. Essa suposta transformação deve ter acontecido na minha adolescência, talvez como um mecanismo de defesa contra outros adolescentes palhaços. É difícil sobreviver à adolescência, essa fase da vida é uma selva. É matar ou ser envergonhado durante as aulas.

Minha consciência mandou terminar esse artigo. Dia sim, dia não, ouço minha consciência. Adivinha que dia é hoje?

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Não querendo entrar no aspecto espiritual do título desse artigo, descarto de antemão a existência de almas, e uso essa expressão apenas por conveniência. OK, não sei se existem ou não almas, mas se existem essas coisas, a minha está correndo sérios riscos de se perder em algum lugar entre o inferno e o purgatório. Ou ser encontrada, não sei o que é pior.

O que acontece quando uma massa de ar frio encontra uma massa de ar quente? Para quem respondeu “rola um psy”, pense novamente. Na maioria das vezes, chuva. Hoje é um dia de chuva.

A chuva tem seus encantos. Mas a coisa que mais me encanta na chuva é a certeza de que uma hora ela vai parar. Hoje de manhã acordei para ir ao trabalho, e o tempo estava feio, muito feio (não tanto quanto a centenária Dercy Gonçalves na banheira) , o suficiente para me atrasar um bocado. Para quem não sabe, procurei resolver meu problema de mobilidade na cidade com a aquisição de uma moto. É excelente, menos em tempo ruim.

Quando o tempo deu uma breve trégua, vim correndo, ou melhor, dirigindo. Mas o que me entristece é que mesmo sem chuva, eu ainda levo a pior. Vocês sabiam que carros deslocam bastante água do asfalto, ainda mais se forem grandes poças? Pois é, o engraçado é levar uma dessas rajadas no peito. Tá, não é engraçado. Mas isso é o que chamo de lavar a alma. A alma, a jaqueta, a calça…

De alma lavada, termino esse artigo, desejando que diferente do amor, a chuva não seja eterna…enquanto dure.

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Enfim, aconteceu. Não foi como um terremoto, nem sutil como o amanhecer. Não foi belo como a miss bixete 2007 fazendo peitão no Caaso, mas ainda assim foi muito legal. Sim, finalmente me tornei um usuário de banda larga em casa.

Por falta de opção, assinei internet via rádio. É ótima, não tenho do que reclamar. Exceto uma coisa: o preço. O equipamento é caro, e a mensalidade é mais cara que Speedy ou Net Virtua. Mas tudo bem, vale a pena para conseguir fazer um download que levaria 8 horas, em apenas alguns minutos (embora banda larga nesse país, até o momento, seja uma piada, mas em outro post comento mais sobre isso).

Sou aluno da UFSCar, depois de ter largado Licenciatura em Ciências Exatas na USP. Eu não era bom o suficiente pra fazer aquilo, e o curso não era bom o suficiente pra eu me apaixonar. De qualquer modo, acho que informática é minha área. Eu gosto do que faço. Talvez eu goste de fazer outras coisas, mas um dia eu teria que escolher uma profissão, certo? Como já tenho uma, vou me manter nela, enquanto me fizer feliz.

Estou fazendo Sistemas de Informação, na modalidade de Educação a Distância. Opa, não disfarça…vi seu olhar de desdém. OK, não de desdém, talvez um pouco de preconceito, certo? Não se preocupe, isso é normal. É uma coisa nova, e por causa da mercantilização da educação, muitas faculdades de meia tigela (ou um quarto de tigela) disseminaram cursos de Educação a Distância (EaD) à vontade, sem qualquer critério, sem qualidade, manchando a EaD como vinho em camisa branca. A culpa é de quem? Posso apontar o MEC, que esperou a coisa ficar muito feia antes de tomar uma atitude.

Explicando melhor, vamos ao programa UAB (Universidade Aberta do Brasil), criado pelo governo federal, e que visa a abertura de cursos na modalidade de EaD nas universidades federais. Com isto, além de oferecer ensino superior a uma maior parcela da população, atingindo pessoas que moram em cidades onde não há uma universidade pública, ou qualquer outra universidade, ainda há a criação de parâmetros. Adoro parâmetros, todos precisamos deles.

Tendo parâmetros de como EaD deve ser, o MEC poderá iniciar o processo de regulamentação destes cursos nas particulares, inclusive fechando muitos e, quem sabe, punindo estas faculdades da maneira adequada.

Quanto ao curso, de maneira geral, tem sido uma experiência muito boa. Só sinto falta de mais contato com meus colegas, a gente tem se encontrado em média uma vez por mês, e é um pessoal bem divertido. Mas cada vez que nos encontramos, é muito legal.

O preconceito vai continuar? Eu sei que sim. Mas milhares de pessoas irão se formar em cursos de EaD, ofertados por excelentes universidades do país. Quem duvida que o mercado de trabalho vai absorver esse pessoal? Eu aposto que serão muito bem absorvidos, por difusão ainda (o mercado de trabalho é um meio hipotônico[falta mão-de-obra especializada], não é óbvio demais?).

Quer saber mais?

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070915/not_imp52323,0.php

PS.: para quem não entendeu, coloquei foto do Gilberto Gil por causa de sua turnê, chamada Banda Larga.

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